local: Rua Álvaro de Carvalho 108
publicação: Acrópole 226 (1957).
edifício projetado pelo escritório Rino Levi, que incorpora 3 elementos marcantes na arquitetura moderna paulistana: tipologia habitacional kitschnete (6 unidades por andar); design total da caixilharia (vedação por chapas metálicas pintadas, planos de vidros generosos e incorporação de mobiliário formando um conjunto produzido em série) e por último, implantação no lote, de maneira à configurar pátios internos, que assegurem as condições ideais de ventilação e iluminação para todas as unidades.
o nível térreo é marcado por uma marquise, que avança de maneira generosa sobre a calçada, garantindo o sombreamento e proteção às chuvas para os pedestres. Uma 'gentileza' projetual que infelizmente tem sido negligenciada nos projetos, e as que 'sobrevivem' são prejudicadas pelas ações de alargamento do leito carroçável, diminuindo a largura dos passeios peatonais e invadindo a área de projeção dessas marquises.
o projeto do 20 de Setembro, dispôs em seu programa, uma loja, e um belo hall de acesso, que direciona os acessos para o pátio interno aberto, formado pelo corpo do edifício e os limites do lote.
felizmente o terreno vizinho encontra-se ocupado por um estacionamento. Esta momentânea condição favorável também ocorre quqando há ocupações de gabarito baixo, como apontaremos em outros edifícios de interesse.
têm-se assegurada assim, as condições boas de iluminação, ventilação e 'respiro urbano' (usarei este termo, sempre que forem detectados vazios urbanos, configuradas pelo acaso das ações imediatamente próximas).
deste ângulo, pode-se ver o esmero dado no design dos caixilhos e a relação dessas fachadas com o pátio projetado.
a rua Álvaro de Carvalho, onde se localiza este edifício, passou por acelerado processo de transformação, a partir dos anos 50, quando da expansão do Centro da Cidade.
nela encontram-se outros bons exemplos de projeto de arquitetura: 2 prédios de autoria de Lucjan Korngold (ao fundo nas cores salmão e cinza concreto aparente) e outro Rino Levi (a torre de vidro, junto ao viaduto Nove de Julho).
nesta rua encontram-se edifícios de interesse histórico, merecedores de ação de restauro e preservação, de forma a manter a diversidade de linguagens arquitetônicas para o espaço urbano.
também encontra-se aqui, edifícios de tipologias distintas e usos dinâmicos, como escritórios e garagens verticais (edifício mais alto do conjunto). Este último uso, têm sido rediscutido como solução para os problemas atuais de estacionamento de carros nas áreas pólos geradores de tráfego.
nesta imagem aérea, percebe-se o vazio criado entre o volume projetado do edifício e o limite do lote.
nota-se também um micro pátio, no corner esquerdo da divisa de fundos. ele destina-se para as áreas molhadas da última unidade de moradia e iluminação e ventilação das caixas de escadas.
a rua Álvaro de Carvalho, passou por acelerado processo de transformação, a partir dos anos 50, quando da expansão do Centro da Cidade. Ela foi beneficiada pelo processo de valorização da região a partir da redefinição da Avenida São Luiz e da implantação do Plano de Avenidas de Prestes Maia.
próximos à ela, estão interessantes equipamentos urbanos: ao Norte, a Biblioteca Municipal de São Paulo (recentemente reaberta, após projeto de reforma capitaneado pelo Escritório Piratininga. O projeto original é de Jacques Pilon); a Leste, a Ladeira da Memória e a Estação Anhangabaú do Metrô; à Sudeste, o Terminal de Ônibus Praça da Bandeira (este sim, um equipamento que merece a imediata implosão e reconstrução urbana total); ao Sul, o leito da 9 de Julho e a Oeste o Viaduto 9 de Julho.
















