Rino Levi
Nasceu em São Paulo, em 1901. Formou-se pela Faculdade de Arquitetura de Roma, retonrnando ao Brasil em 1926, quando publica um importante manifesto no jornal O Estado de São Paulo.
Neste artigo, Rino Levi evoca, a partir de sua experiencia européia, quais os novos rumos que a arquitetura brasileira, bem como a socidade, deveriam estar atentos. Aqui já se vislumbra os pontos que nortearma toda sua produção: racionalização dos processos construtivos, busca de uma linguagem arquitetônica tipicamente brasileira, a partir de elementos determinantes das condições climáticas e tecnológicas, e não meramente estilísticas.
Rino Levi, explorou como poucos o desenvolvimento inteligente dos programas arquitetônicos apresentados, pesquisou e incorporou estudos de insolação (ao tirar partido da expressão pláticas dos elementos de controle de iluminação - brise-soleil) e de acústica e luminotécnica (os estudos desenvolvidos para o projeto do Cine Ypiranga, em que todas as ciências edilícias, estavam em harmonia com as soluções estéticas e construtivas aplicadas).
Ensinou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de São Paulo (tornou-se catedrático da cadeira de Grandes Composições em 1955) e na Universidade Central de Venezuela, Caracas. Foi membro do Centro Interamericano da Habitação (CINVA) de Bogotá, Colômbia; presidente e um dos fundadores do IAB, Departamento de São Paulo; membro do CIAM; membro honorário das Sociedades de Arquitetos da Colômbia, Venezuela, México e Argentina; membro da Comissão de Saúde Pública da UIA; membro honorário do Instituto Americano de Arquitetos; e presidente do Instituto Brasileiro de Acústica. Representou o Brasil em numerosos congressos de arquitetura em diversos países. Pronunciou conferências, participou de exposições de arquitetura, tanto no Brasil como no exterior, e venceu numerosos concursos de arquitetura.
Sua obra obteve reconhecimento internacional em muitas publicações, e até hoje, os diversos projetos executados, para as mais dinstintas demandas (hospitais, escolas, residências unifamiliares, edifícios de escritórios e residenciais multifamiliares) encontram-se em bom estado de conservação. Atestando assim, as soluções adotadas pelo arquiteto, sua qualidade e perenidade dos sistemas construtivos e das soluções arquitetônicas.
Faleceu em 1965, no interior da Bahia, quando em uma expedição com o amigo e grande colaborador, Roberto Burle Marx.

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